Chronique par Rui Eduardo Paes dans Jazz.pt (Janvier-Février 2012)
A editora Dark Tree estreia-se em grande com este disco inspirado num “haiku” do poeta japonês Basho. Não só porque se trata de excelente música tocada por nomes da primeira linha da música criativa francesa, mas também devido ao facto de, logo à partida, demonstrar que não está alinhada apenas com uma “cena”. Passo a explicar: “Pourtant les Cimes des Arbres” tem tanto de free jazz e da “old school” da música improvisada como características das novas práticas improvisacionais. Ou seja, não há exclusivismos estéticos. Trabalho de texturas com técnicas instrumentais extensivas e fraseados ora melódicos, ora timbrais, conjugam-se inteligentemente. O veterano Daunik Lazro volta a fazer o pleno das suas capacidades, centrado no saxofone barítono. Benjamin Duboc no contrabaixo e Didier Lassere na muito minimalista bateria (apenas tarola e pratos) não lhe ficam atrás, descolando das convencionais funções rítmicas. Para este crítico, está aqui um dos álbuns do ano que passou.

 

 

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